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agosto72017
Um pouquinho de Lotta

Um pouquinho de Lotta

Maria Carlota Costallat de Macedo Soares nasceu em Paris no dia 16 de merço de 1910 foi uma arquiteta-paisagista e urbanista autodidata brasileira. A convite de Carlos Lacerda foi uma das responsáveis pelo projeto do Parque do Flamengo, localizado na cidade do Rio de Janeiro o maior aterro urbano do mundo. Conhecida como Lotta, era amiga da nata intelectual e artística, nacional e internacional, de sua época. Por volta de 1942, morou em Nova Iorque e fez cursos no Museu de Arte Contemporânea, de onde extraía ideias para implementar no Brasil. Conheceu uma das poetas modernas mais famosas dos Estados Unidos, Elizabeth Bishop, com quem se casou. Viveram juntas de 1951 a 1967, quando Lotta supervisionou as obras do Parque do Flamengo, o Aterro. Elizabeth teve, talvez, sua melhor fase de produção de contos e poesias, pois, escreveu muito nestes anos. Enfrentaram uma profunda crise na relação por causa da instabilidade emocional de Elizabeth Bishop e da grande dedicação de Lotta, obsecada pelo projeto do Aterro. Abalada com seu relacionamento, Lotta de Macedo Soares suicidou-se. De lá para cá, diversos projetos previam a construção de uma grande garagem de barcos, um shopping center, um centro de convenções, um clube. O Rio de Janeiro perderia o encanto do Parque do Flamengo e o visual da praia em prol do desenvolvimento econômico da área, caso não fosse tombado, em 1965, através dos esforços de sua urbanista. Participam do programa a biógrafa Nádia Nogueira, a roteirista Carolina Kotscho e Raphael de Almeida Magalhães, vice-governador da Guanabara na gestão de Carlos Lacerda.

Em 1951, o arquiteto carioca Sérgio Bernardes, então com apenas 32 anos de idade, projeta uma residência que se destaca por sua singularidade no panorama arquitetônicobrasileiro. Em estrutura e telhas metálicas, muito leves, era vedada por pedra bruta, vidro e tijolo. A cobertura original era em sapê, resultando numa mistura de materiais inusitada para a modernidade arquitetônica da época.

O sistema construtivo eleito para a casa de Lotta foi pensado para ser executado in loco, com a precária mão de obra disponível. Os pilares metálicos, dispostos a cada três metros, são em perfil duplo-T no volume longitudinal da casa e formam pares de colunas gêmeas no avarandado do volume transversal. Os telhados são inclinados em uma água, em direções diferentes num e noutro volumes. As treliças da cobertura foram montadas no canteiro de obras a partir de dois elementos soldados entre si: vergalhões de ½’’, usualmente empregados no interior de peças de concreto armado, dobrados em V e pintados de branco; barras de ¼’’ x 1’’, dispostas na horizontal e pintadas de preto. Sobre essa estrutura, foram dispostas telhas de alumínio onduladas, que receberam, originalmente, a cobertura de sapê. A ausência de forro faz com que telhas e vigas treliçadas compareçam internamente aos ambientes.

À leveza e imaterialidade da estrutura metálica, absolutamente arrojada para o Brasil da época, são associados materiais bastante convencionais ou até mesmo rústicos, como a pedra, o tijolo e o sapê. As paredes de pedra e tijolo, além da função de vedação, funcionam como suporte para o telhado em pontos onde não há pilares. A pedra bruta e irregular é usada em algumas paredes estrategicamente situadas em zonas sociais e também na base da casa.

A casa localiza-se no alto de um terreno pedregoso, com topografia acidentada, densa vegetação nativa e um pequeno riacho. O arquiteto adota um partido em alas, que se dispõem ao longo de um eixo longitudinal leste-oeste. Esse eixo é traduzido em planta como uma circulação alongada e ampla, com rampa numa extremidade e escada na outra, que funciona como galeria de exposições para a coleção artística de Lota. São quatro as alas que se distribuem ao longo de tal galeria: zona de hóspedes e serviços a oeste, próxima ao acesso principal; zona de jantar e cozinha a sul, junto ao morro; zona de estar e escritório a norte, numa ala transversal; zona íntima da proprietária a leste, incorporando uma grande pedra existente no terreno, que deixa o volume da ala em balanço sobre o riacho. Assim composta, a planta adapta-se à topografia do terreno e preserva ao máximo a vegetação. O perímetro resultante é irregular e o volume aditivo. A Casa Lotta de Macedo Soares, com forma e espacialidade modernas, foi a grande pioneira no uso de estrutura metálica no país. A ela, o arquiteto agregou materiais tradicionais, deixando claro que modernidade e tradição são, não apenas compatíveis, mas capazes de formar um elegante conjunto. Hoje, encontra-se preservada praticamente em sua forma original, não aberta à visitação pública.

Idealizado por Lotta de Macedo Soares para ser o Central Park Tropical, o Parque do Flamengo foi o primeiro parque de lazer ativo do Brasil. Por ainda continuar inacabado, já que vários equipamentos previstos no projeto original tombado ainda não saíram do papel, nunca teve uma cerimônia oficial de inauguração. Durante sua construção, à medida que os equipamentos eram terminados, realizava-se uma cerimônia de entrega à população. Ao longo do tempo, as datas dessas cerimônias foram incorporadas como sendo as de inauguração do parque. A mais difundida delas, foi 12 de outubro de 1965, por conta da festa do Dia da Criança. Contudo, a comemoração promovida pela Superintendência do IV Centenário, em 1965, aconteceu no dia 17, no encerramento da Semana da Criança, quando ocorreu a entrega, com a presença de Lotta, do Teatro de Fantoches e Marionetes. Segundo publicado à época, foi uma das maiores festas públicas realizadas na cidade nos últimos anos. Tudo era de graça, 30 mil crianças e um número muito maior de adultos, se divertiram durante todo o dia com as várias atrações programadas

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